Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

RESULTADO E RECONHECIMENTO MBV2009

Galera que participou do último #blocodainsonia e da divulgação da blogagem do #MBV2009, olha que legal => DESTAQUE => http://migre.me/OPL (clique e veja)

 

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Trabalhei arduamente para o MVB2009, ano passado só fiz 1 blogagem que já foi entusiasta, mas esse ano promovi 1 trabalho colaborativo e coletivo que rendeu um resultado que não esperava, de tão apaixonada que fiquei, acabei difundindo e no dia me dedicando exclusivamente ao movimento por todas as vias de contato que pude, e por Twitter fiquei freneticamente interagindo com os amigos e recebi muitos RT por tal empolgação, ou seja, um sucesso! Obrigada por essa oportunidade! 

Sábado, 25 de Abril de 2009

#MBV2009 = Blogagem Voluntária => “O efeito positivo do Twitter: criação coletiva e colaborativa”

“O efeito positivo do Twitter: criação coletiva e colaborativa” => http://migre.me/GW7 => #MBV2009 => Blogagem Voluntária no ar!

Profª Cristiana Passinato
Coordenadora do site Pesquisas de Química
http://pesquisasdequimica.com
Veja nossas atividades:
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Vamos decidir qual será e participar do Bloco da Insônia dessa sexta?


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Qual seria o tema do #blocodainsonia de hoje, veja mais sobre e responda a inquete até as 20 h de hoje =>http://migre.me/FuU

MBV 2009 -> Movimento Blogagem Voluntária (a do banner azul do menu)

Hoje, estaremos no Bloco da Insônia produzindo um debate pra nos dias 24, 25 e 26 produzirmos algo e trazermos o que tem de melhor entre Twitter e Ustream.TV.

Portando, hoje, dia 24 de abril de 2009, venha à meia-noite participar desse movimento colaborativo pra criação da nossa blogagem que terá o tema:

“O efeito positivo do Twitter: criação coletiva e colaborativa”. 

Meia noite, então, vá até o Bloco da Insônia e participe do chat e me veja ao vivo por lá!

http://www.ustream.tv/crispassinato

CHAT COM A PROFESSORA CRISTIANA PASSINATO

http://tinychat.com/z389j#


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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Chegada e Lançamento do meu livro: Ebulições

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Lançamentos, chegada e venda do livro...



Boas notícias: Os exemplares do livro Ebulições chegaram as minhas mãos, irei lançá-lo e vendê-lo através da internet, dos lançamentos, e aguardem as promoções, sorteios que nesses eventos irão ocorrer, não perderão por esperar.

Vendas: Informe-se sobre através do e-mail ebulicoes@pesquisasdequimica.com e o preço do livro é R$ 14,90, você pode efetuar o seu pedido através desse site: Blog do Livro Ebulições, através do e-mail, efetuando apenas um depósito e remetendo o seu compravante, remeteremos o seu livro (o frete não está incluso, então, depende do local onde reside, teremos que averiguar segundo seu CEP quais as despesas de envio via Correios de seu exemplar, ok?)

  • Há de se confirmar se dia 22 ou 23 de agosto, às 20 h, teremos nosso encontro pra lançamento com leitura a também ser confirmada de um dos poemas do livro, por Bianca Lyrio, no Centro Cultural Suassuna, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
  • Estamos confirmando também o lançamento para final de agosto ou início de setembro na Faculdade Souza Marques, em Cascadura, Rio de Janeiro.
  • Confirmada, mas ainda sob confirmação de data em setembro, do lançamento através de participação do programa de rádio, em Bauru, Conexões 96, com Pe Beto, na Rádio 96 FM de Bauru, SP, para todo o Brasil e Mundo, através também da internet, num domingo, de 22 às 0 h, com muita Filosofia, um papo cabeça e reflexões, num barzinho descontraído ambientalizado através das ondas do rádio... Não percam, e aguardem mais notícias!
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Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
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Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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Domingo, 18 de Maio de 2008

Blogagem Coletiva - Pedofilia e Erotização Infantil

Como são divididos em 2 dias tal blogagem, e as ações são muitas em torno, trago o meu texto hoje e no dia 25 trarei contribuíções de links, textos e outros encontrados sobre o assunto que penso ser muito importante e devaria ser tratado nas mesas de casa, na hora do almoço e jantar, para que nossos filhos, sobrinhos e crianças de nossas famílias, alunos, saibam que isso existe e não deve ser ignorado e sim trazido aos debates em sala de aula quando necessário, trazidos em palestras e tudo mais.

Banalizar, esconder, pensar que só acontece com o vizinho, esconder pra debaixo do tapete só nos faz adiar algumas decisões e ações perante nossa família e sociedade.

Não posso fazer muito, mas posso escrever e mobilizar, educar e trazer minha contribuíção em campanhas como essa. Não sou especialista, não sou ninguém demais, mas tenho uma opinião formada sobre o assunto e gostaria de evidenciá-la através de um texto, o que mal faria isso a mim?

Ouvi hoje que estou deixando de focar a minha vida e que estou mais preocupada com a causa dos outros, aliás que eu escrevo muito em prol da causa e do barulho de quem está já estabelecido e bem na vida e de vida. Realmente isso me causou desprezo e angústia e aí que a teimosia me bateu forte e quis seguir adiante.

Para abrir a nossa blogagem, quero trazer um texto pautado na psiquiatria e psicologia, acredito que de uma referência séria e que traz muitos aspectos interessantes a serem olhados, mas devo focar em alguns somente deles, mas serve como abertura para o olhar e leitura:

EROTIZAÇÃO DA INFÂNCIA

Fernanda Passarelli Hamann*

Há quase um século, Sigmund Freud ousou relacionar dois temas que pareciam muito distantes entre si: sexualidade e infância. Em 1905, ele publicou Os três ensaios sobre a sexualidade, num dos quais abordava especificamente a sexualidade infantil - conceito fundamental para a Psicanálise, até os dias atuais.

Para Freud, a sexualidade da criança possui duas características principais: é perversa e polimorfa. Isto significa dizer que ela é auto-erótica e satisfeita através da estimulação de zonas erógenas no próprio corpo da criança. As fases do desenvolvimento infantil, segundo a teoria freudiana, estão ligadas ao deslocamento da libido (energia sexual) a cada uma dessas zonas.

Assim, a criança deve passar pela fase oral (obtendo prazer pela sucção do seio materno, da chupeta, do dedo, ou levando os objetos à boca), pela fase anal (quando aprende a controlar a atividade esfincteriana), e por outras, até chegar à puberdade. A auto-estimulação de zonas erógenas não se configura propriamente como uma masturbação - atividade característica da puberdade - e sim como um tipo de sexualidade especialmente infantil, diferente da adolescente e da adulta.

É fácil imaginar o escândalo provocado por essas idéias na sociedade vienense do início do século XX. Neste momento histórico, predominava uma concepção de infância associada a uma aura de pureza, inocência e ingenuidade. A criança deveria ser protegida dos ditos “segredos adultos”, como aqueles relativos à violência e ao sexo. E se definia, justamente, pelo não conhecimento desses “segredos”.

Em outras palavras, as crianças eram consideradas crianças uma vez que não sabiam de coisas que só os adultos sabiam, pela experiência ou pela leitura de livros escritos por outros adultos. Em oposição, os adultos, detentores deste saber proibido às crianças, seriam aqueles com a função de orientá-las e discipliná-las.

Mas não foi sempre assim.

Na Idade Média, os adultos tinham outras formas de se relacionar com as crianças. Sabe-se que o trabalho infantil (sobretudo a partir dos sete anos de idade) era encarado com naturalidade. Não havia preocupação em proteger a criança dos “segredos adultos”: falava-se de sexo, e quiçá fazia-se sexo, na presença de crianças - como sugere Ticiano no quadro Bacanal de las Andrians (1518-1519), onde o pintor retrata uma criança, aparentando dois anos de idade, no meio de adultos nus se tocando com luxúria.

A arquitetura medieval, inclusive dos palácios e castelos aristocráticos, revela um ambiente onde não há lugar para a privacidade: os cômodos eram interligados entre si, e as famílias, compostas por muitos membros - avós, tios, primos, agregados…

Adultos e crianças medievais compartilhavam não só dos mesmos ambientes sociais, mas também de um mesmo ambiente informacional, de um mesmo não saber: eram ambos analfabetos, já que a leitura era um privilégio restrito ao clero. Escolas eram raras ou inexistentes. Numa cultura da oralidade, não havia espaço para uma divisão nítida entre infância e idade adulta. Os valores e costumes sociais eram apreendidos pelos pequenos diretamente, a partir do contato com os adultos, que não demonstravam grandes preocupações acerca da educação infantil.

A criação moderna da prensa tipográfica, associada à alfabetização socializada, veio mudar este quadro. Passou-se a imprimir e publicar diversos livros, contendo saberes que se colocavam à disposição de quem soubesse ler.

Desta forma, surgiu um parâmetro claro e objetivo para diferenciar adultos e crianças: os primeiros seriam aqueles que sabem ler e escrever; as últimas, aquelas que deveriam passar por um processo gradual e lento, até adquirirem este saber. A função da escola, neste momento, ganhou uma fundamental importância: à escolarização se atribuiu a tarefa de ensinar às crianças a via de acesso aos saberes que circulavam no mundo adulto (a alfabetização) e, simultaneamente, prepará-las para este mundo através da disciplinarização.

Essa revisão histórica da civilização ocidental nos obriga a concluir que as formas de se conceber a infância variam, de tempo em tempo, de sociedade a sociedade. Muito além do fator biológico, que aponta para características anatômicas e fisiológicas específicas às crianças, cada contexto cultural é capaz de criar uma maneira particular de concepção de criança, no sentido que as formas de se relacionar com ela, e o próprio papel dela na sociedade, resultam de uma complexa rede de valores e regras predominantes nesta sociedade.

Na modernidade, a ascensão sócio-econômica da burguesia trouxe valores diferentes dos medievais, e um novo modelo de organização familiar. Modelo este que costuma ser chamado de família burguesa ou família nuclear - restrito ao núcleo pai-mãe-filho(s). Nesta família, mãe e pai ganharam funções muito bem definidas. A ela, caberia o cuidado com a casa, o marido e os filhos (atuando no espaço privado do lar); a ele, caberia o sustento da família através do trabalho remunerado (atuando no espaço público). Aos dois, caberia a obrigação de amar e educar seus filhos, investindo neles uma perspectiva de futuro, de progresso, condizente à conjuntura histórica da época.

Este modelo familiar, hoje, parece estar em crise. É crescente o número de casais separados ou divorciados, madrastas e padrastos, ou mães e pais que criam seus filhos sem a ajuda de um cônjuge. A mulher, não mais confinada às atividades domésticas, conquista um espaço cada vez maior no mercado de trabalho - e, não raro, culpa-se por não dedicar aos filhos a atenção que julga dever dedicar.

Nas últimas décadas, as transformações tecnológicas têm engendrado mudanças sociais e psicológicas, configurando-se como um dos principais vetores de subjetivação da contemporaneidade. Os meios de comunicação ensinam às pessoas novas formas de agir e pensar. E as crianças, obviamente, não se excluem deste processo.

Há quem diga que a infância – revestida desta aura de pureza, inocência e ingenuidade - consiste numa invenção moderna, que está fadada a desaparecer. (Werneck, 2001.) Há ainda quem vá mais longe. Alguns pensadores localizam o surgimento e a crise deste conceito em dois marcos históricos específicos: em 1850 e 1950, respectivamente. (Steinberg & Kincheloe, 2001.) Em 1850, o trabalho infantil foi abolido das fábricas inglesas, no auge da Revolução Industrial - movimento crucial para a concretização dos interesses sociais burgueses. Quanto a 1950, é um ano que simboliza a criação e difusão de um aparato tecnológico que tem modificado a humanidade desde então: a televisão.

Na Idade Média, adultos e crianças dividiam o mesmo ambiente informacional - o da oralidade, para a qual todos estamos biologicamente aptos. Na Pós-Modernidade, a televisão é capaz de simular um ambiente informacional semelhante ao medieval. Melhor dizendo: para assistir à TV, basta ver e ouvir, habilidades a que adultos e crianças estão biologicamente aptos.

O processo de leitura, ao contrário, exige um esforço de aprendizagem que costuma durar anos, e está longe de ser instintivo. Antes de mais nada, deve-se desenvolver um autocontrole corporal que permita um exercício introspectivo de atenção e concentração. Deve-se memorizar as letras, seus respectivos sons, e depois compreender a estrutura das sílabas, das palavras, das frases… Mais tarde, deve-se entender o sentido geral de um parágrafo, de um texto, de um livro… E, enfim, aprender a ler criticamente – uma capacidade que, às vezes, não se adquire nem mesmo depois da adolescência. Portanto, a divisão das crianças por idade, nas séries escolares, atende às etapas deste processo.

Para assistir à televisão, é bastante diferente. Uma criança de dois anos – como aquela retratada por Ticiano em meio a um bacanal –pode apertar um simples botão e deparar-se com cenas de sexo explícito na telinha. Conseqüentemente, a televisão inviabiliza a proteção da criança (tão valorizada pelos modernos) do acesso aos “segredos adultos”, que antes se desvendavam apenas nos livros, ou pela experiência. Para certos autores, a televisão impossibilita que exista a infância como a fase do não saber, da pureza, inocência e ingenuidade.

O escritor norte-americano Neil Postman (1999), por exemplo, afirma que a criação da infância só foi possível pelo advento da prensa tipográfica, e proclama o desaparecimento da infância devido ao advento da televisão.

Entretanto, convém nos questionarmos: estaríamos diante do fim da infância ou de novas formas de ser criança? Como adultos, tendemos a pensar na criança de acordo com critérios coerentes à criança que nós fomos um dia. Contudo, a velocidade das transformações sociais e psicológicas, impulsionadas pelas transformações tecnológicas que testemunhamos, faz com que ser criança hoje seja diferente de ser criança poucas décadas atrás.

De alguns anos para cá, a programação televisiva, pelo menos no Brasil, tem exibido com maior freqüência os tais “segredos adultos”, em horários que teoricamente obedecem a uma censura imposta pelo Ministério da Justiça. Apenas teoricamente. Na prática, o sexo aparece na TV a qualquer hora do dia - ainda que implícito e sutil: nas dançarinas de biquíni que rebolam no cenário dos programas de auditório.

Crianças assistem a novelas e telejornais. Adultos assistem a programas infantis. Ao perceberem este fato, as emissoras televisivas passaram a veicular propagandas de produtos “para adultos” nos intervalos de programas infantis. Propagandas de cerveja com mulheres sensuais e seminuas. Chamadas de novelas, num trailler de cenas picantes. (Sampaio, 2000.)

Por outro lado, tem proliferado também, em diferentes horários, a quantidade de propagandas que falam diretamente à criança. Isso se explica por um fenômeno recente de incorporação da criança à sociedade de consumo: de filha do cliente, ela ascendeu ao status de cliente. (VEIGA, 2001.) E já pode desejar e consumir produtos como a sandalinha da Carla Perez, ou as roupas da grife lançada por ela, CP Girls, nos moldes da grife de Xuxa, O bicho comeu.

Na TV, a criança assiste ao Festival de Desenhos da Rede Globo. Na rua, depara-se com a foto da apresentadora, Deborah Secco, nua e numa pose sexy, no outdoor que anuncia a revista Playboy. (Aliás, Carla Perez e Xuxa também já posaram nuas para a foto de capa da mesma revista…)

Portanto, os universos simbólicos de adultos e crianças estão expostos, na televisão e em outras mídias, para ambos. E o controle do que é visto pelas crianças, que tradicionalmente caberia aos pais, é extremamente frágil: a TV, muitas vezes, transforma-se numa conveniente “babá eletrônica”, que mantém os filhos quietos enquanto os pais trabalham ou se ocupam com os afazeres domésticos. Além disso, é grande o número de crianças que assistem a programas em horários não recomendáveis para sua faixa etária.

As conseqüências desta situação se evidenciam na própria mídia. No programa do Gugu, crianças imitam o grupo É o tchan, em coreografias insinuantes e dublagens de letras de música do tipo: “Tá de olho no biquinho do peitinho dela…”. (Valladares, 1997.) Na vida, meninas escolhem para fantasias de carnaval o figurino sensual de Carla Perez, Tiazinha, ou outros símbolos sexuais televisivos.

Porém, estas não são as manifestações mais preocupantes da erotização infantil. Até aqui, constatamos apenas que estas crianças contrariam o ideal de infância concebido a partir da modernidade. Mais preocupante é saber que, atualmente, no Brasil, já é significativo o número de meninas que, mal ficam menstruadas, iniciam-se na vida sexual propriamente dita: no Censo de 2000, o IBGE inclui, pela primeira vez, a faixa etária de 10 a 14 anos nas suas estatísticas de maternidade.

Assim, torna-se claro que muitas crianças (considerando-se que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma pessoa de até 12 anos ainda é uma criança) estão exercendo hoje uma sexualidade que, há um século, foi descrita por Freud como adulta. Em vez de se limitarem ao prazer perverso e polimorfo - seguido pela masturbação na puberdade para que, somente depois, venham a praticar o sexo com um parceiro - crianças transam com crianças, e dão à luz outras crianças.

Diante destes dados, cabe destacar dois pontos fundamentais no que se refere à Educação, seja ela escolar ou parental: 1) O hábito de se qualificarem as manifestações sexuais infantis como algo “terrível” e “cruel” – e a televisão como um “bicho papão” – não contribui, em si, à compreensão destas novas formas de ser criança. Pelo contrário: apenas afastam o educador de uma possibilidade de entender melhor esta questão e, por conseguinte, de lidar melhor com ela. E 2) a mobilização do educador, ou de qualquer pessoa preocupada com o processo de erotização da infância, deve resultar em ações voltadas antes para os resultados mais graves deste processo: a gravidez precoce, a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis etc.

Se for considerado “impróprio para menores” um bate-papo aberto sobre sexo, nas escolas ou em casa, os pequenos dificilmente receberão a orientação adequada sobre como proceder ao iniciar sua vida sexual.
BIBLIOGRAFIA
ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
CASTRO, L. R. (org.) Infância e adolescência na cultura do consumo. Rio de Janeiro: Nau, 1998.
FREUD, S. Os três ensaios sobre a sexualidade. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: Edição Standard Brasileira. v. VII, Rio de Janeiro: Imago, 1989.
POSTMAN, N. O desaparecimento da infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.
SAMPAIO, I. S. V. Televisão, publicidade e infância. São Paulo: Annablume, 2000.
STEINBERG, S. R., KINCHELOE, J. L. (org.) Cultura infantil: a construção corporativa da infância. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
VALLADARES, R. O tchan infantil. Veja, 13 ago. 1997, p. 122-123.
VEIGA, A. Criança pensando como gente grande. Veja, 16 mai. 2001, p.70-72.
WERNECK, A. O fim da inocência. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 2 set. 2001, Caderno B, p. 1.

Fernanda Passarelli Hamann* é Jornalista e membro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa da Subjetividade (GIPS), coordenado pela professora Solange Jobim e Souza, no Departamento de Psicologia da PUC-RJ

Erotização da infância: a história de uma nova forma de ser criança - Fernanda Passarelli Hamann Fonte: site MULTIRIO
http://www.multirio.rj.gov.br

Fonte: http://www.pailegal.net/psisex.asp?rvTextoId=2023406176

Agora, sim, a minha opinião e texto:

Caríssimos leitores:

Acredito que a coisa venha de uma postura cultural e educacional que assolou algumas gerações e gerações, pois a banalização do sexo, a valorização do sensual, a naturalidade de conteúdos tais como sexo em novelas, pessoas peladas em horários nobres, músicas que abordam a sexualidade ou sensualidade, além de outros tipos de sensacionalismos exacerbados e glamurizações de bandidos e serial killers, psicopatas e outras personalidades que tentam ser entendidas pela sociedade quando o que se deve entender que maluco e criminoso a gente deve respectivamente internar e prender, pois são muitos os direitos e pensares em torno desses seres distorcidos e deturpados e muito pouco se olha pra quem está assistindo a isso tudo e o pior quem passa pelo fato.

É engraçado como eu em alguns momentos percebi alguns jovens falando de suas infâncias com parâmetros e conceitos tão vazios, tão pouco nobres, suas referências tão pobres tais como na mídia: a Xuxa, por exemplo. Nada contra a pessoa da Xuxa e tão pouco a programação que ela trouxe, mas ela virar a Rainha dos Baixinhos foi um passo drástico pra gerações futuras ao seu advento.

Eu sou da época das TV´s Globinho que se falava de Ecologia, tinham desenhos educativos, regidos por gente que estudava a criança e a Natureza, tal como a Paula Saldanha, pessoal que fazia os especiais e textos para serem ouvidos e admirados por nós eram poetas e intelectuais que fizeram a cultura de nosso país: Tom, Vinícius, Chico, etc…

Pegamos o último gás da Coca-cola nos anos 80, mas ainda pegamos, e não acredito que tenha sido uma década tão obscura cultural e musicalmente por exemplo, onde os grupos de Rock eram os Paralamas, Legião, e Barão Vermelho, dentre outros, mas aquele papo de feminismo e a liberação sexual e a falta da censura, quando passamos anos sendo vigiados, polidos, e torturados pelos militares, o povo perdeu um pouco o senso do que era ou não legal de ser consumido, absorvido, e passado.

A psicologia infantil moderna permissivíssima, onde tudo era bonitinho, onde a criança poderia falar palavrão, ver papai e mamãe tomando banho, ficar de calcinha sem roupa pela rua, fazer o que quisesse, se vestir que nem pai e mãe, como adultos e cada dia mais sensuais, pintando as unhas, se maquiando, não mais como uma pequena brincadeira no quarto da mamãe e sim saindo para festa, e usando aquilo como artifício normal.

Namoradinhos na escola, beijinhos precoces eram comemorados, onde poderíamos mais parar com esse tipo de exemplos?

Não que o natural, as coisas que ocorressem por acaso e corrigidas, apesar de acharmos natural e engraçado, mas seria natural que pais se mobilizassem quando vissem para explicar pros filhos que aquilo não era certo ou natural, sabe?

Passando um pouco pro que vejo na infância e adolescência de hoje, pois não tenho filhos, mas tenho sobrinha e alunos, a faixa etária varia dentro dessas etapas.

Nós pegamos transições de tecnologias da informação, educação, mídia e informática, chegando à internet que é um meio muito importante, rico e se bem utilizado poderíamos desfrutar muito dela, mas muito mal utilizada em seus conteúdos e mais ainda pela sua liberdade e falta de legislação e fiscalização, aberta aos abutres dos disturbios que levam a um ser abordar uma criança e vir a atuar como pedófilo.

Outro dia, estava conversando por skype com a minha sobrinha e ela me contava que ela sempre fica perto do seu pai, pois tem medo do que pode vir a fazerem com ela caso ela entre em um site que, simplesmente por digitar o nome errado ela possa entrar em conteúdo que não deve, tipo, ela digitou o site da boneca Polly com i no final e abriu um site que não deve ser visto por crianças, e ela logo percebeu e apavorada correu para chamar o pai para ajudá-la a tirar, pois eles saem jorrando tantos pop ups e atrativos com tantas imagens horrendas para as crianças que ela mal sabia como fechar o conteúdo. Ela me relatou o desespero dela, tadinha. Olha como atuam esses senhores que nem deveríamos ter como normais?

Fazem isso, pois sabem que a criança vai errar o nome mesmo da bonequinha famosa dentre as meninas e saem colocando coisas absurdas para elas abrirem e verem

Fico pasma com o tipo de atuação cruel desses caras?

Sei de, inclusive, aliás esse é mais no campo de educação e apoios escolares, pois teve um professor de um determinado apoio escolar que dei aulas por muitos anos que usava o msn com suas alunas e muitas vezes essas alunas cursavam as 2ª e 3ª séries do nível médio e 2 professores eram popularíssimos dentre os jovens dessa faixa, mais exatamente entre as meninas que pediam geralmente suas aulas sábado e domingo nos horários mais para depois de 18 h, coisa que a dona do apoio não estranhou de início (para mim, ela estranhou e sabia sim, só que ganhava também com isso, óbvio, até que a coisa explodiu). Uma mãe mais atenta logava as conversas da filha no msn, e pegou a atuação dos professores com relação a ela e mais 2 meninas.

A coisa era tão podre que não vou nem sequer postar aqui, mas que até educadores e professores podem vir a chegar ao ponto de se envolverem dessa forma, imagina?

Ou seja, é muito importante que se crie uma cultura na cabecinha da criança para que ela seja sua amiga, divida tudo e seja transparente contigo Pai, mãe, tutor, responsável.

Nunca deixe seu filho acessar à internet sem você perto, se puder controlar ao máximo, não tirando a privacidade de seu filho, dependendo da idade, melhor, mas sempre oriente o que é de melhor a ser visto, controle tempo de permanência, atividades, os sites que são acessados, as pessoas com quem elas falam.

Existem filmes em locadoras, filmes em TV a cabo, alguns textos, livros à cerca que tratam do assunto e você pode ver com seu filho e mostrar o perigo que ele corre caindo no papo de alguns que não querem amizade e nem papo com criança querem satisfazer algumas inquietudes de suas doenças.

Sobre a doença da violência das crianças irei tratar e trazer o meu relato no dia 25, dividindo assim é melhor de ser pautado, pois o assunto é muito pesado mesmo, mas não menos importante que muitos outros, pois estamos vivendo um tempo de necessidade para apontarmos para as soluções e discussões em torno de nossa educação, cultura, sociedade e proteção aos direitos humanos e das crianças, ok?

Profª Cristiana Passinato

Sábado, 17 de Maio de 2008

eBook da Patuska (uma gde escritora e amiga)



Meus queridos,
Há muito tempo que venho sendo incentivada, por muitos de vocês até, a escrever um livro. Bom, Hoje finalmente eu o terminei, mas como publicar é algo financeiramente inviável pra mim nesse momento, resolvi então lançar mão do formato e-book, que tenho achado até mais fácil de trabalhar. Bom, é um livro de poesias chamado "Emoções In Natura", está no formato PDF contendo 60 poesias minhas. Quem tiver o interesse basta me mandar um e-mail para patuska@gmail.com que eu, com todo o prazer, estarei enviando.

Bom, o valor do e-book é de R$5,00 e quem realmente quiser me ajudar, mande o e-mail que passarei assim o número da conta a ser efetuado o depósito e em seguida envio o e-book com todo o meu carinho.

Desde já conto com o carinho de vocês e espero que gostem, pois foi feito com muito carinho!
Beijos enormes!

Patrícia


PS: A Capa fica ao gosto do freguês, basta escolher... ;oD

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Literatura


Titulo: XICA DA SILVA
Autor: João Felício dos Santos
Gênero: Romance Histórico
Editora: José Olympio


A história da escrava alforriada Xica da Silva foi transformada em romance leve e divertido, graças ao escritor João Felício dos Santos, especializado em história brasileira e sobrinho do renomado historiador Joaquim Felício dos Santos. O livro Xica da Silva da editora José Olympio, traz em detalhes a história de uma escrava que se tornou \"rainha\". Com talento, João Felício sem falsear os fatos, acrescenta um tempero de arte na real história da escrava, construindo um personagem fascinante, comovente, praticamente uma Pombagira. Para complementar este enredo, há a descrição perfeita da sociedade mineradora - a \"primeira a parecer com o Brasil de hoje\", segundo Joel Rufino dos Santos, que assina as orelhas do livro. Célere, vibrátil, multirracial, espetacular - uma sociedade que transborda vida urbana, política, o espírito da autonomia, a classe média, o roubo do dinheiro público, a burocracia, a desigualdade brutal, a favela (sob o nome de quilombo), o domínio estrangeiro, as estradas, os bancos, as festas, o baile, o namoro, a música, a literatura, o mercado inteiro e o contrabando. Um livro que trata de forma responsável a história brasileira com qualidade literária. Um cenário conturbado, aonde a procura da prata pelos estrangeiros não tem sucesso, mas no seu lugar acham o ouro. As esmeraldas não foram encontradas, mas sim, diamantes. A riqueza provocou violência, trouxe ambiciosos em busca do poder. Xica da Silva faz parte deste ambiente como uma personagem intrigante, totalmente diferente das \"Xicas\" criadas por outros autores, no cinema, no samba-enredo, nos musicais. Diante de tantas, a de João Felício vive como emblema da força do povo brasileiro.
Livro Inédito
Digital Source
Distribuindo conhecimento e cultura




Tamanho: 211
Formato: doc, pdf, txt



Livro preparado por: Denize Bartolo de Medeiros /

Filosofia


Titulo: OS PRÉ-SOCRÁTICOS
Autor: Coleção Os Pensadores
Gênero: Filosofia
Editora: Ed. Nova Cultural


Os pré-socráticos são filósofos que viveram na Grécia Antiga e nas suas colônias. Assim são chamados pois são os que vieram antes de Sócrates, considerado um divisor de águas na filosofia. Muito pouco de suas obras está disponível, restando apenas fragmentos. O primeiro filósofo em que temos uma obra sistemática e com livros completos é Platão, depois Aristóteles. São chamados de filósofos da natureza, pois investigaram questões pertinentes a esta, como de que é feito o mundo. Romperam com a visão mítica e religiosa da natureza que prevalecia na época, adotando uma forma científica de pensar. Alguns se propuseram a explicar as transformações da natureza. Tinham preocupação cosmológica. A maior parte do que sabemos desses filósofos é encontrada na doxografia de Aristóteles, Platão, Simplício e na obra de Diógenes Laércio (século III d. C), Vida e obra dos filósofos ilustres. A partir do século VII a.C., há uma revolução monetária da Grécia, e advêm a ela inovações científicas. Isso colaborou com uma nova forma de pensar, mais racional. Os pré-socráticos inspiraram a interpretação de filósofos contemporâneos como Nietzsche, que nos iluminou com a sua obra A filosofia na época trágica dos Gregos e Hegel, que aplicou seu sistema na história da filosofia.
Livro Inédito
Digital Source
Distribuindo conhecimento e cultura




Tamanho: 353
Formato: doc, pdf, txt



Livro preparado por: Michel /

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

RIOVOLUNTÁRIO

CONVITE







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VENHA PARTICIPAR CONOSCO DA ATIVIDADE BRINCANDO JUNTO!





Dia: 10/05/2008 (sábado)

Horário: 08:00 às 12:00 horas

Local: Comunidade do Cantagalo – Creche comunitária

Atividades:
realizar atividades manuais (desenho, pintura, colagem, reciclagem) com
pais e filhos de 02 a 04 anos atendidos na comunidade.





PROCURA-SE:
PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUE POSSA PARTICIPAR DESSE DIA E
DESENVOLVER ATIVIDADES DE EXERCÍCIOS CORPORAIS E BRINCADEIRAS COM PAIS
E CRIANÇAS DE FORMA INTEGRADA!



Mobilize amigos! Não fique fora dessa!



CONFIRME SUA PARTICIPAÇÃO RESPONDENDO A ESTE E-MAIL com seu nome completo e telefone! c.voluntariado@riovoluntario.org.br

Mais informações serão dadas pela líder da atividade: Eliane Cozzi, que estará entrando em contato em breve.



“Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos” (Lao-Tsé).



Esperamos por você!

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Blogagem Coletiva realizada do Dia da Terra

Blogagem Coletiva

eday5

Dia da Terra, o que é, o que fazer no dia, o que a Terra pode nos dar de bom, quais os aspectos multidisciplinares e áreas que podemos tratar e atuar dentro da temática que essa Blogagem Coletiva propõe?

O meu texto está escrito aqui:

Blogagem Coletiva: O lado lúdico e educativo da Terra

Porém, antes, coloquei links abaixo para que leiamos e reflitamos da riqueza de que esse recurso nos dá.

Esse será mais um especial que foi proposto em formato de Blogagem Coletiva pelo blog Amigos da Blogosfera.

O Dia da Terra é amanhã, mas já postarei por aqui a minha contribuíção, até para que todos amanhã já leiam o conteúdo.

Peço que acessem os links das páginas-filhas abaixo lincadas e que comentem o que acharem interessante.

Convoco a quem puder e for educador, ambientalista, educador ambiental, conscientizador a fazer parte dessa ação coletiva afim de dignificar e moralizar o uso dos blogs, que têm tantos recursos e potencial para o bem e vemos tanta bobagem a ser colocada por essa blogosfera desvairada, não nos custa aumentar o valor agregado que esse tipo de ferramenta pode nos fornecer.

Bom DIA DA TERRA para todos nós e boa leitura! (divulguem, por gentileza).

Profª Cristiana de Barcellos Passinato

Sábado, 19 de Abril de 2008

Primeiro Livro: Ebulições


É o primeiro livro de poesias solo e inédito de Cristiana de Barcellos Passinato, projeto
idealizado e editado pela jovem editora formanda do curso de Comunicação habilitada para
tal função, Josiane Laurentino, em sua TCC à ECA - USP (Escola de Comunicação e Arte
da Universidade de São Paulo) sugeriu à Com.arte, Editora Escola com tradição de produzir
bons títulos e produtos finais, alavancando e ajudando preferencialmente aos iniciantes e
escritores inéditos até seus lançamentos da sua primeira edição da obra por lá editada.
Trata-se de poesias reunidas onde frente aos extratos propostos em seções que adiante são
demonstrados no índice, mostram através de versos as diversas ebulições internas em
palavras que surgem no decorrer das poesias da autora.
O livro nasceu curiosamente, pois diante de uma inquietude da autora, Cris que foi reparada
por Josi. Cris escrevia resenhas para o Portal Leia Livro, projeto da Secretaria de Cultura do
Estado de São Paulo, onde Josiane estagiava.
Esse curioso encontro resultou nessa obra, que foi um presente que veio de Deus através de
um anjo realizado por uma instituíção indubitavelmente séria e uma editora de tradição e
qualidade. O que o leitor pode esperar?
Boa leitura!


--
Postado por Profª Cristiana Passinato no :: Ebulições - Cristiana Passinato :: em 4/18/2008 09:20:00 PM

EM BREVE, AGUARDE... LANÇAMENTO E VENDAS ATRAVÉS DOS SITES APOIADORES.

Um abraço,

--
Profª Cristiana Passinato
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://crispassinato3.googlepages.com/
http://crispassinato3.googlepages.com/curriculo - CV (resumido)
http://www.festashop.com.br - eCommerce - artigos para festas
gtalk/msn: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato
"A fé sem ação é morta" (Ir. Kelly Patrícia citando palavras de Jesus Cristo - Comunidade Católica Mariana HESED)

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Blogagem Coletiva

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

O que estou lendo?



Abra a página clicando no flash e além de poder adquirir, você poderá baixar gratuitamente o primeiro capítulo. Não percam, eu recomendo, e olha que nem acabei ainda de o ler e já estou recomendando!

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Le Petit Prince Book + AudioBook

fjcaldera,
Seguem book e áudio-book.
Boa noite.
Ci
Le Petit Prince Book + AudioBook
Le Petit Prince - Antoine de Saint-Exupéry
Interprété par Gérard Philippe
Parution Originale 1954/Réedit 2004
MCPS Records
Label: Musidisc
ASIN : B000042OC7
Avec les voix de :
- Georges POUJOULY pour le petit Prince
- Pierre LARQUEY pour l'allumeur de réverbères
- Michel ROUX pour le serpent
- Jacques GRELLO pour le renard
- Sylvie PELAYO pour les roses
Héros de l'aviation qui disparut en 1944, Antoine de Saint-Exupéry a laissé à la postérité plusieurs livres qui, à l'image de Vol de nuit et de Terre des hommes, ont fasciné plusieurs générations. Mais le plus célèbre, en tout cas celui qui fait l'unanimité chez les adultes comme chez les enfants, est de toute évidence Le Petit Prince. Ce sommet du conte humaniste, nul mieux que Gérard Philippe ne pouvait le confier à la cire. Aujourd'hui réédité en CD, Le Petit Prince garde toute sa force poétique. Il est accompagné par cinq poèmes et contes, parmi lesquels Heureux qui comme Ulysse de Joachim du Bellay et La Mort du loup d'Alfred de Vigny.
Download
AudioBook
E-Book
(PDF)
(DOC)

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Humor ou Heresia?

Caríssimos amigos,
Segue a reportagem publicadada no Jornal de Brasília , página 6 sobre a peça NUNCA FUI SANTO.
Continuaremos lutando
Em Cristo

Paulo fernando Melo da Costa

providafamilia@hotmail.com

POLÊMICA
Humor ou heresia?

Peça Nunca Fui Santo! incomoda católicos


Mara Puljiz


Um padre segurando uma camisinha no lugar da hóstia consagrada. É essa a imagem do folder de divulgação da peça teatral Nunca Fui Santo!, dirigida por Sérgio Sartório e escrita pelo ator e jornalista Alexandre Ribondi. A peça entrou em cartaz no Teatro Goldoni da Casa D'Itália (208/209 Sul) no último dia 13, durante a Semana Santa e sua temporada se encerra no próximo domingo. Desde então, segmentos da Igreja Católica vem demonstrando indignação com o conteúdo apresentado ao público. A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família resolveu processar todos os organizadores do evento, inclusive o fotógrafo que fez o retrato do ator segurando a hóstia, considerada sagrada para os católicos.
A associação entrou com uma liminar para retirar a peça de cartaz e impedir sua apresentação em outros estados. Segundo o advogado católico e secretário da Associação Pró-Vida e Pró-Familia, Paulo Fernando da Costa, a peça seria um flagrante desrespeito à liberdade religiosa. O crime está tipificado no artigo 208 do Código Penal (veja box). "Somos favoráveis ao teatro, desde que seja de forma sadia", explica Paulo Fernando, que assistiu à peça e se sentiu lesado.
Vinho ralo
No espetáculo, Ribondi encarna Padre Nosso, um sacerdote pervertido e que mantém relações sexuais com uma freira, interpretada pelo ator André Reis, 32 anos. Além disso, Padre Nosso critica o vinho da igreja como sendo "ralo", mas bebe dele até se embriagar. O personagem compara ainda a hóstia – símbolo do corpo de Cristo – a uma minipizza e sugere que ela seja confeccionada em diversos sabores, como tapioca, coco ralado e leite condensado. "Hóstia é feita de farinha de trigo, logo o corpo de Cristo contém glúten", diz Padre Nosso durante a encenação.
Embora seja evangélico, o deputado Henrique Afonso Soares (PT-AC) é outro que repudiou a peça teatral. "Nós percebemos uma verdadeira agressão ao culto de Deus", alega. "Eles estão escarnecendo a fé cristã. Vivemos em uma sociedade democrática e queremos ter os nossos direitos respeitados", resume. Em boicote à peça e também aos seus patrocinadores, diversos e-mails estão sendo repassados via internet.
Em protesto, católicos de Brasília e, inclusive, uma promotora de Justiça também registraram ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Segundo a delegada-titular Martha Vargas, os organizadores da peça também registraram ocorrência, alegando direito à liberdade de expressão. Ambas as partes serão convocadas, na próxima semana, para prestar depoimento. O relatório do inquérito será encaminhado à Justiça.
Assuntos delicados
De acordo com Alexandre Ribondi, a peça é puro entretenimento. "É uma comédia de um assunto que eu conheço, que é a vida no seminário. O objetivo é divertir e advertir", explica. Segundo o ator, que desenvolve seu trabalho em Brasília desde 1970 e afirma ser católico praticante, a intenção não é manchar o nome da Igreja, mas abordar assuntos até então pouco divulgados na mídia religiosa, como a pedofilia no ambiente clerical, o celibato, a homossexualidade e o uso da camisinha.
Ator profissional há sete anos, André Reis admite que a peça tem repercutido de modo inesperado, sobretudo por suas críticas ao Vaticano. "A gente quer mostrar para as pessoas um lado que a Igreja não mostra e falar sobre isso de uma forma engraçada e que a platéia entenda", afirma o ator, que garante ser cristão. "Eu sou católico apostólico romano carismático mariano. Eu sou católico nesse nível. Jamais faria uma peça que fosse manchar o nome de Jesus", defende.
Ainda assim, André Reis diz não concordar com certas partes da peça e do material de divulgação, como a imagem de um padre segurando uma camisinha no lugar da hóstia sagrada. "Eu não concordo com muita coisa que acontece nessa peça e essa é uma delas. Mas eu sou profissional, sou ator e tenho que pagar minhas contas e sustentar minha família", explica.



Performance sob protestos

Na semana passada, uma dezena de pessoas esteve na porta do Teatro Goldoni para protestar contra o espetáculo. Segundo Alexandre Ribondi, alguns chegaram a agredir verbalmente os artistas e ameaçaram jogar uma bomba no estabelecimento por causa da peça. "Em qualquer setor existem os fanáticos, os histéricos, os autoritários e os ridículos. Eles são patéticos e não representam perigo. Eles jamais explodirão uma bomba aqui, apesar de terem nos ameaçado", alfineta.
Segundo o advogado e secretário da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Paulo Fernando da Costa, a informação é mentirosa. "Nós estivemos lá para rezar. O que eles querem é aparecer e se fazer de vítimas", afirma. A peça Nunca Fui Santo! permanece em cartaz até amanhã, mas Paulo Fernando pretende conseguir uma liminar para que ela não seja divulgada em outros estados. Para o diretor da montagem, Sérgio Sartório, tudo seria uma forma de intimidação. "Isso é mais uma espécie de terrorismo", acredita.
Liberdade de expressão
A média de público no teatro Goldoni tem sido de cem pessoas por dia. A psicóloga Fabiana Cassimiro Santos, 24 anos, reclama da postura de alguns católicos. "É uma manifestação cultural. O que eles falam não é nada além do que as pessoas já sabem. Vejo como uma forma de diversão e não como uma manifestação pejorativa. Quem é católico de verdade não vai deixar de ser por causa de uma peça", acredita. "Relaxem. Deus tem muito bom humor. A fé é mais forte do que uma palhaçada", finaliza Ribondi.




NOSSA OPINIÃO
A ribalta para um esquecido

A imprensa não deve abraçar a fé em seus conteúdos. Seguimos um código de atuação laico, o que nos permite registrar polêmicas e notícias envolvendo até as religiões, seus líderes e praticantes. Foi graças a esta linha de conduta que o público mundial tomou conhecimento dos casos de religiosos que não honram a nobre tarefa que possuem.
Por seguir esta independência religiosa, a reportagem do Jornal de Brasília assistiu à "peça" Nunca fui Santo!, encenada pelo ator e jornalista Alexandre Ribondi. Isso nos permite comentar, com isenção, aspectos da encenação.
Ribondi faz troça sobre coisa séria – e isso não tem a menor graça. A crença alheia deve ser respeitada, assim como o direito de ser ateu. O pior é quando a piada beira o ridículo – é o que ocorre na "peça", pela gratuidade com que o desrespeito à religião alheia é encenado.
Não há graça alguma em vilipendiar símbolos de qualquer religião, sejam eles católicos,
rotestantes, indus, budistas, judaicos ou muçulmanos. A despeito de fazer sucesso e ressurgir das cinzas do anonimato, Alexandre Ribondi – que até já assinou coluna no Jornal de Brasília, numa época em que tinha graça e sensibilidade – preferiu o caminho da pilhéria religiosa, trazendo neste desvairio seus patrocinadores.
Infelizmente, conseguiu seu intento. Irritados, católicos optaram pela via policial para protestar. Vão acabar levando público para a "peça", seja por curiosidade, seja por um suposto apoio "à liberdade de expressão". Melhor seria condenar Ribondi ao ostracismo que ele vivia. Por causa da polêmica, os holofotes são dele. Propaganda gratuita é o que há de melhor para quem precisa se levantar.
Melhor fariam se o ignorassem ou se organizassem um boicote organizado, deixando de adquirir produtos dos patrocinadores e comprando a lotação do teatro, mas sem que ninguém fosse assistir ao "espetáculo". A atitude magnânime de alimentar com o pão nosso de cada dia o homem faminto de sucesso talvez o fizesse refletir sobre a insensatez que produziu sob o rótulo inadequado de "arte".

Publicado em: 03/04/2008

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